quinta-feira, 16 de março de 2017

O MAIS IMPORTANTE NA VIDA É: TOMAR DECISÃO


Em todos os momentos da nossa vida estamos expostos e sendo exigidos para tomar algum tipo de decisão. As vezes são coisas banais, sem muita importância, mas em outras vezes, podem fazer muita diferença. Desde que nascemos, na infância, na adolescência e principalmente na vida adulta, temos que decidir por algo, seja na vida pessoal, profissional, espiritual, etc.

Por mais que uma situação seja difícil, a solução passará por alguma decisão que devemos tomar, para resolvê-la. Caso contrário, o problema permanecerá como está. Parece simples quando se fala a respeito, mas muitas pessoas sofrem para fazer isso, ficando ansiosas ou mesmo angustiadas, porque não sabem qual atitude tomar e que decisão devem optar em certos momentos da vida. Não é fácil mesmo. Um bom exemplo disso é quando somos jovens e estamos próximos de definirmos qual faculdade fazer, por volta dos 17 ou 18 anos e isso acaba sendo um pesadelo para muitas pessoas. Como decidir qual será a melhor profissão sendo tão jovem?

Depois da faculdade escolhida e o curso concluído, enfrentamos outro processo de decisão bastante difícil. Que carreira escolher? Qual é a melhor empresa para se trabalhar? Como conseguir um bom emprego? É o início da vida profissional e muitas vezes o sucesso da carreira vai depender muito da decisão que tomamos nesse começo de vida de trabalho. Muitas pessoas acabam se perdendo pelo meio do caminho, por decisões tomadas de forma errada na escolha da carreira.

Ao longo da vida profissional muitas coisas ocorrem e os resultados dependerão das decisões que tomamos. Ofertas de trabalho de empresas, possibilidades de novas funções e novos cargos, mesmo dentro da empresa, possibilidades de transferências de locais de trabalho, e assim por diante. Cada momento desses exigirá a nossa capacidade de tomada de decisão. Sem considerar o dia a dia do trabalho que envolve uma infinidade de definições.

Na vida pessoal, da mesma forma, a medida que crescemos, cada etapa nos obriga a fazer opções e tomar decisões. Uma das mais difíceis é quando decidimos casar, ao encontrarmos uma pessoa com quem queremos compartilhar a vida. Depois disso vem as decisões a respeito dos filhos. Cada etapa é uma quantidade enorme de opções que precisam ser feitas.

O tempo vai passando e, tanto na vida profissional como pessoal, cada vez este processo vai ficando mais complexo. No trabalho vamos assumindo mais responsabilidades a medida que vamos ganhando experiência, o que nos leva muitas vezes para posições difíceis de Liderança. Quem chega neste nível, sabe o quanto de tomada de decisão precisará fazer para ter sucesso profissional. Muitas pessoas, e o próprio negócio, dependerão cada vez mais da quantidade e da qualidade dessas definições.

Na vida pessoal igualmente. A medida que os filhos vão crescendo novas responsabilidades e situações vão aparecendo exigindo a nossa capacidade e discernimento para ajuda-los na sua evolução. Muitas outras vidas vão depender da nossa habilidade e competência nesse campo.

Além disso, outras coisas que fazem parte da nossa vida dependerão dessa mesma competência. Como economizar, como investir melhor, compra ou troca de imóveis quando isso é possível, viagens, etc.

Por isso, a coisa mais importante na vida é saber tomar decisão. Quanto mais nos prepararmos para isso, maiores serão as nossas chances de sucesso. Obviamente, desde que façamos opções inteligentes, analisadas, refletidas e ao mesmo tempo assumindo um certo grau de risco, pois toda a decisão tem a possibilidade de dar certo ou não. O mais importante é decidir!

Para finalizar, minha esposa e eu estávamos passeando numa das avenidas principais de Gramado e notamos uma almofada na vitrine de uma loja com os seguintes dizeres: FELICIDADE NÃO É UM SONHO, É UMA DECISÃO!!

quarta-feira, 8 de março de 2017

COMPORTAMENTO DE DONO DO NEGÓCIO, MAS PAGAMENTO COMO EMPREGADO


As empresas sonham e desejam que todos os seus colaboradores se comportem como verdadeiros donos do negócio. Acho o conceito muito bom, porém na hora da remuneração, as organizações querem pagar apenas como empregado. Esta equação fica difícil de fechar, porque a remuneração das pessoas influencia diretamente o seu comportamento. Por exemplo: para o pessoal mais operacional, quando é exigido trabalho extraordinário, estes recebem pelas horas extras adicionais. Muitas vezes o problema das empresas é controlar o excesso dessas horas, para não virar um “hábito” e se incorporar no pagamento das pessoas. A dificuldade neste nível é que muitas vezes, a remuneração é baixa, e os funcionários buscam fazer horas extras para terem um ganho adicional.

Quando analisamos as categorias acima do operacional, que muitas empresas definem de forma equivocada como cargos de confiança para não pagarem horas extras, o comportamento colaborativo, muitas vezes não é tão espontâneo. Ao contrário, quando alguém tem que fazer horas extraordinárias o sentimento é de “exploração”, de abuso por parte da empresa. Não há compensação remuneratória neste caso, mas apenas uma obrigação de colaborar, para ficar bem com o chefe, ou mesmo não correr o risco de perder o emprego por falta de colaboração.

Indo um pouco mais acima, chegamos aos cargos gerenciais, que por sua natureza são considerados efetivamente como “funções de confiança”. Essas posições, quando muito recebem um PLR um pouco mais diferenciado, ou um bônus, que na maioria das vezes é bastante limitado. Só que boa parte do comando das operações das organizações está nas mãos desta liderança intermediária, que fica entre a Direção e as funções operacionais.

Avançando um pouco mais chegamos aos cargos de Direção. Este nível, além da remuneração fixa, tem uma bonificação melhor e outros benefícios em função da competitividade do mercado. Mesmo nestes níveis, os pagamentos têm maior ênfase no salário fixo do que na parte variável, baseada em resultado. Claro, como tudo, há exceções no mercado.

O paradoxo que as empresas vivenciam é que elas desejam que as pessoas tenham comportamento de “donos do negócio”, mas em geral não possuem um sistema de remuneração variável, correspondente a este desejo. Esta situação acontece basicamente em todos os níveis da organização. Como uma empresa pode exigir este comportamento, se muitas vezes o resultado alcançado não será compartilhado de uma forma mais efetiva entre as pessoas? Um verdadeiro dono do negócio, se tiver que virar a noite ou trabalhar no final de semana, o fará porque sabe que o resultado será compensador. Por outro lado, uma pessoa que é empregada, ao fazer a mesma coisa sem resultado adicional na sua remuneração, provavelmente não terá a mesma motivação e comportamento do “dono do negócio”. É uma questão de lógica. Talvez o faça somente por uma motivação pessoal ou mesmo receio de perder o emprego.  

Da mesma forma, podemos fazer uma analogia para algo que está muito na moda. O Engajamento das pessoas. Existem vários fatores que influenciam obviamente o engajamento no trabalho, além da remuneração, mas este último é crítico neste processo. É a mesma coisa se acharmos que um acionista da empresa vai continuar engajado no negócio sem um bom retorno do seu investimento. No caso extremo, o empregado procura outro emprego e o acionista uma outra empresa para investir. Não há diferença alguma.  

Outro dia li nos jornais um CEO de um grande grupo internacional dizendo que os seus executivos não irão receber o bônus este ano. Imaginei que a empresa pudesse ter tido um enorme prejuízo. Não foi isso o que aconteceu. A empresa teve um grande lucro, mas não atingiu a meta que os acionistas ou a direção desejava. Portanto, a empresa teve um bom rendimento, mas quer penalizar os seus executivos, que mesmo numa condição bastante adversa do mercado, trabalharam intensamente para a obtenção deste ganho, apenas ficaram abaixo da meta. Será que isso é justo? Será que essa decisão, fortalece o conceito de “dono do negócio”? Será que não seria mais justo partilhar proporcionalmente com os executivos, considerando o resultado menor? Será que a empresa pensa que se fizer isso, irá desestimular os seus executivos para o próximo ano? Se positivo, deveria avaliar melhor a qualidade dos seus executivos e a sua relação de confiança com eles.

Em resumo, as empresas precisam sair do discurso de “donos do negócio” para efetivamente terem um sistema remuneratório que faça de fato as pessoas se sentirem e serem tratadas como tal. Quando isso acontecer, eu tenho certeza que o comportamento e a atitude dos colaboradores será totalmente diferente e, além disso, o impacto no negócio certamente será muito maior.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

UMA VISÃO DE NEGÓCIOS NA GESTÃO DE PESSOAS


Por mais que se queira ter uma visão humanista, todas as vezes que falamos de pessoas nas organizações, não podemos perder de vista que se trata de fazer uma gestão de negócio. Pelo menos enquanto vivermos no regime capitalista, no mundo ocidental. Longe de mim achar que este é o padrão econômico ideal, mas é o que predomina nas organizações. Se fosse a melhor referência, não haveria tanta concentração de renda, por exemplo. Entretanto, a opção a este modelo tão pouco parece ser melhor ou mais eficiente. Como dizemos no popular:” É o que temos para hoje”.

Partindo dessa premissa, tudo que existe em matéria de gestão numa organização, visa o seu resultado financeiro, ou retorno para os acionistas e assim por diante. Quem investe num negócio, e sempre há muito risco, tem a expectativa de que os gestores vão produzir o melhor resultado possível. E isso inclui especialmente a gestão de pessoas.

A empresa deseja contratar o melhor talento no mercado, que tenha muito potencial para crescer, compartilha do seu desenvolvimento, e remunera de forma atrativa se desejar minimamente engaja-lo e retê-lo. Em contrapartida espera que este talento desempenhe o máximo possível, trazendo cada vez mais resultados para o negócio. Objetivamente é isso que acontece nas empresas.

Do ponto de vista da organização, se ela deseja ter os melhores talentos, obviamente terá que oferecer uma remuneração condizente com as condições do mercado e que seja atrativo. Além disso tem que oferecer possibilidades das pessoas se desenvolverem num bom ambiente, que permita o seu crescimento profissional. Tudo isso que a empresa faz, tem que ser traduzido em resultado para o negócio, e não é nada fácil fazer isso, porque o mercado tem concorrência, tanto do ponto de vista dos talentos, como também do próprio negócio.

Para que a empresa tenha sucesso, ela precisa necessariamente ter uma excelente gestão de pessoas. Portanto, a gestão de negócios está intimamente ligada à boa gestão. É só verificar nas publicações existente no mercado, que As Melhores Empresas para Trabalhar,  coincidentemente também são as que têm os melhores resultados financeiros e retorno para os seus acionistas.

As empresas que possuem a gestão mais profissional de Recursos Humanos são aquelas que, além de apresentarem os melhores resultados financeiros, são as que também apresentam o maior potencial de crescimento. Só que não basta ter uma boa gestão de RH, se não houver uma liderança preparada para fazer uma boa gestão de pessoas para o negócio.

Outro dia eu estava num almoço com o CEO de uma grande empresa multinacional e este me colocou a seguinte pergunta. Tenho duas pessoas e precisarei demitir uma. Uma delas tem um alto performance, muito potencial para crescer. A outra se destaca por se querida pelas pessoas. Quem você acha que deve sair? Se olharmos pelo lado humano, talvez ele devesse preservar a pessoa que é querida pelos outros. Do ponto de vista do negócio ele tem que decidir pela pessoa que agrega mais resultado. Se ele não fizer isso, além de não estar fazendo o seu papel como CEO, poderá impactar negativamente o desempenho da sua organização. Sem considerar que, se a concorrência for mais eficiente, em breve a empresa dele poderá desaparecer.

O caso citado é real. Parece algo simples, mas percebemos como é difícil fazer uma gestão de pessoas com a visão do negócio. O problema é que as empresas não têm opção. Se não fizerem isso, com certeza não sobreviverão no futuro. É importante saber que é possível agir de forma que seja bom para o negócio e também igualmente bom para as pessoas. Para isso a organização deve tratar com dignidade as pessoas, com justiça, e humanidade, sem perder o foco no negócio. Sim, isso é possível de deve ser feito para se ter sucesso de forma contínua e permanente.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O RISCO DA "CULTURA PICLES" NAS ORGANIZAÇÕES


Nunca se falou tanto de Cultura Organizacional como nos tempos atuais. Se você quer ter sucesso numa empresa, tem que entender a cultura dela. Se você quer ser promovido tem que estar alinhado com a cultura. De repente parece que saber lidar com a cultura da organização, é a fórmula para o sucesso.

O discurso das empresas é que devemos trazer “diversidade” para a organização, pois assim vamos oxigenar a forma de pensar da empresa. Faz sentido. Se todas as pessoas tiverem as mesmas formações, o mesmo perfil social ou vierem geograficamente da mesma região, certamente não teremos muitas ideias novas ou inovações. Por outro lado, quanto mais pessoas de gênero, origem e raças, diferentes, maior será a riqueza de ideias e de formas distintas de pensar. Talvez seja mais trabalhoso organizar pessoas tão diferentes, mas o resultado valerá a pena. As ideias e a maneira de lidar com as coisas será mais rica, e possivelmente, mais produtiva e eficiente.

Conceitualmente faz muito sentido, mas na prática a coisa parece bem diferente. Uma boa parte das organizações adora a “cultura picles”. Essa forma criativa de denominar, é fácil de explicar:  as empresas contratam pessoas diferentes, dentro do conceito de diversidade para trazerem ideias criativas, inovadoras, etc. A empresa quer que essas pessoas se alinhem e se insiram na “cultura” delas. Se fizermos uma analogia com os vegetais, é como se comprássemos cebola, cenoura e pimentão, para termos uma salada variada e depois colocássemos tudo num pote de azeite ou vinagre, que é a “cultura”. O que acontece com os vegetais depois de algum tempo é que perdem os seus sabores originais e ficam todos com o mesmo gosto. Sabor de picles. Isso é exatamente o que acontece nas organizações. Elas contratam pessoas com “sabores” diferentes, e depois colocam todas dentro do pote de “cultura”. Após um certo tempo, estão todos pensando e agindo da mesma forma. As pessoas que eram diferentes, vão tendo o mesmo jeito de pensar e perdem suas características originais que tinham no início.

As empresas muitas vezes não se dão conta disso. Quanto mais diversidade houver num grupo, maior será a riqueza dos resultados produzidos, mas em contrapartida, mais trabalho a Liderança terá para gerencia-lo. Em busca de uma praticidade de gestão, uma boa parte das empresas acaba fortalecendo a “cultura picles”, onde todos, apesar do seus sabores diferentes originalmente, acabam tendo o mesmo gosto com o passar do tempo.

O risco disso é a empresa perder sua capacidade de inovação, de criatividade, de melhoria de processos, etc., tão importantes para o crescimento do negócio no futuro. Nunca as empresas dependeram tanto do talento e da inovação para ter sucesso no negócio. Se isto fizer sentido, elas devem combater esta cultura da padronização, e privilegiar a forma diferente de pensar. Quem sabe poderemos chamar isto de uma salada mista, tudo junto e misturado.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

CARREIRA: O QUE AS PESSOAS E AS EMPRESAS TEM EM COMUM?


Ao longo da minha vida profissional e mesmo hoje como Consultor, quando falo sobre carreira, gosto de fazer esta analogia: a carreira das pessoas é igual a das empresas. Digo isso, pois em geral, não fazemos esta correlação. Inicialmente temos que pensar que a nossa carreira é semelhante aos produtos de uma empresa. Para o produto ter sucesso precisa ser bom e estar o tempo todo se renovando, caso contrário os clientes vão se interessar por outras empresa. É ou não é verdade?

O nosso produto é fruto do nosso preparo acadêmico, do nosso desenvolvimento, da nossa experiência, e como tudo isso se traduz agregando valor para alguém. Exatamente como os produtos de uma empresa. Precisamos constantemente aperfeiçoar a nossa mercadoria, estudando, fazendo novos projetos, inovando de tal forma que esta fique atualizada a todo tempo. Ao fazermos isso aumentamos a nossa empregabilidade ou a durabilidade do nosso produto.

Uma empresa precisa ter também uma excelente estratégia para assegurar o seu crescimento ao longo do tempo. A nossa carreira para ser bem construída e também alcançar os nossos objetivos, precisa ter uma estratégia bem feita, para sabermos onde queremos ou desejamos chegar. Ao fazer isso tanto a empresa como as pessoas deverão estabelecer objetivos claros a serem atingidos, e trabalharem de forma intensa e produtiva para ter sucesso.

De tempos em tempos a empresa precisa verificar se a sua estratégia está funcionando, e se os seus objetivos estão sendo atingidos. É o que poderíamos chamar da revisão dos resultados. No caso da empresa, muitas vezes esta revisão precisa ser feita com uma periodicidade menor, para ter tempo de fazer a correção da rota. Nós também precisamos fazer isso com a nossa carreira. De tempos em tempos temos que avaliar se aquilo que definimos como nossa estratégia profissional e os objetivos que traçamos, estão sendo cumpridos ou não. Muitas vezes é preciso corrigir a rota, mudando de função, de emprego ou trabalho fazendo algum curso ou revendo o desempenho para assegurar que iremos alcançar o objetivo proposto.

As empresas precisam ter como parte do seu plano de negócios uma boa estratégia de marketing para assegurar a competitividade dos seus produtos. A concorrência não dá sossego e se ficar parado alguém vem com um produto melhor e rouba o nosso cliente. Na carreira acontece da mesma forma. Precisamos ter um bom plano de marketing, valorizando e melhorando sempre o nosso produto, para não correr o risco de a concorrência oferecer melhor mercadoria. Em última análise, poderia representar a perda do emprego ou ser preterido para promoções de funções com maiores responsabilidades.

O produto da empresa terá maior ou menor sucesso a depender do resultado ou do desempenho que este apresenta para quem o adquiriu. Quando compramos um determinado artigo ou serviço de uma empresa, temos a expectativa de que este item vai nos trazer algum tipo de benefício tangível ou intangível. Na carreira acontece exatamente o mesmo. O nosso trabalho deve trazer resultados tangíveis e ou intangíveis para que o nosso produto seja valorizado e desejado.

Em resumo, se conseguirmos imaginar tudo que envolve o sucesso de uma empresa do ponto de vista de produtos, qualidade, estratégia, plano de negócios, resultados, etc., e fizermos uma analogia com a nossa carreira, vamos perceber a semelhança que existe entre elas. Tudo que vale como conceito de negócio para uma empresa, vale também para a nossa carreira. A tecnologia avança para as empresas, fatalmente avançará para o nosso trabalho e terá impacto em nossa trajetória profissional.

A minha sugestão é que se observe atentamente como as empresas cuidam dos seus negócios e se utilize os mesmos critérios para cuidar da carreira. Tenho certeza de que isso irá ajudar muito e trará muito sucesso profissional.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

DEMISSÃO - SERÁ QUE PODE ACONTECER COMIGO?


A possibilidade de ser demitido sempre passa pela cabeça de quem está empregado. Para alguns é aterrorizante pensar nisso. Para outros, que já passaram por esta situação, vale a reflexão em avaliar pela própria experiência se estavam ou não preparados para enfrentar a demissão. A verdade é que, por mais que uma pessoa esteja preparada para uma demissão, nunca é uma situação simples e fácil de enfrentar. A primeira sensação é de se perguntar onde foi que eu errei, isso é muito injusto ou por que eu? É sempre difícil saber exatamente porque a demissão ocorreu. Até porque, na grande maioria dos casos, não há muita transparência, e obviamente é mais fácil alegar que é uma reestruturação, um ajuste de custo ou mudança de perfil da função. É raro o líder alegar que foi um problema de desempenho da pessoa, ou um comportamento inadequado. Isto porque sempre haverá o risco do questionamento ou de uma reação emocional, e a não aceitação da justificativa. E, aqui entre nós, em certas situações a demissão pode ser fruto do próprio fracasso da liderança em saber motivar ou orientar o demitido. Além disso poucos são os Lideres que sabem realmente lidar com esta situação.

Já vi casos em que o ambiente estava tão ruim, que a pessoa teve sensação de alívio ao ser demitida. Ela já se encontrava num estágio que não suportaria por muito mais tempo aquele trabalho. Também conheço casos críticos de demissão de executivos que levaram muito tempo para informar a família sobre a sua saída da empresa. Saiam de casa pela manhã como se fossem trabalhar, apenas para disfarçar a situação, pois se sentiam envergonhados de terem sido demitidos. No fundo uma grande bobagem pois nos tempos de hoje é algo mais comum do que imaginamos. Se existe uma certeza é que, em algum momento da vida profissional, a pessoa será demitida. É uma questão de tempo ou de circunstâncias.

Existe a demissão que a pessoa pode potencialmente evitar e existe a demissão que não há como controlar. Quando uma empresa passa por dificuldades ou se junta com outra empresa, ou foi vendida para alguém, são situações que ninguém controla. Se o motivo são as dificuldades financeiras, as empresas muitas vezes precisam demitir algumas pessoas do seu quadro para preservar o seu negócio ou até mesmo o emprego da grande maioria das pessoas.

A melhor forma de um indivíduo se prevenir de ser demitido é tendo um excelente desempenho e estando permanentemente em desenvolvimento. Nenhuma empresa, em condições normais de funcionamento, vai demitir alguém que traz excelente resultados e que tem potencial para crescer para funções de maiores responsabilidades. O que ocorre muitas vezes é que, no decorrer dos anos, naturalmente há uma tendência de as pessoas se acomodarem e acharem que estão seguras. Isso não funciona nos tempos atuais. Todo profissional tem que melhorar o seu desempenho e se desenvolver de forma contínua e permanente.

Como não é possível garantir emprego e nem saber em que circunstâncias a empresa se encontra, o melhor mesmo é procurar dar o melhor de si e se preparar com a possibilidade de um dia ser demitido. Como se preparar? Além de ter sempre um excelente desempenho e agregar valor através dos resultados para a empresa, também dedicar tempo investindo em desenvolvimento, estudando sempre, e aperfeiçoando o seu trabalho. Ao fazer isso o profissional gera maior possibilidade de empregabilidade dentro e fora da empresa. Se a demissão ocorrer por razões que fogem ao controle do profissional, este estará preparado para buscar outras oportunidades e certamente terá sucesso em qualquer lugar que for trabalhar.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O AVANÇO DA TECNOLOGIA: DECIFRA-ME OU TE DEVORO


Acho que muita gente se sente desse jeito, especialmente as pessoas um pouco mais velhas, que foram formatadas e preparadas no modelo industrial ou agrícola. O avanço da tecnologia está evoluindo tão rápido, que dá até medo de não conseguir acompanhar tudo isso, não é verdade? Em São Paulo, para estacionar o seu carro na rua, é preciso baixar um aplicativo, pois já não existe o velho cartão de estacionamento. Só para ter uma ideia de como as coisas andam.

Recentemente o governo informou que, a partir do próximo ano, o documento para pagamento do IPVA, não será mais enviado pelo correio, mas de forma eletrônica. A declaração do imposto de renda, há muito tempo já é feita eletronicamente. Vários serviços nos dias de hoje são totalmente realizados de forma eletrônica, como bancos, etc.  

A tecnologia, mas especificamente da era digital, está invadindo todos os campos da nossa vida pessoal. Outro dia fui ao cinema com a minha esposa, e ela levou os ingressos no seu celular e lá fomos nós felizes assistir o nosso filme. Se você vai embarcar no aeroporto, da mesma forma, o seu cartão de embarque pode estar apenas no seu celular, e boa viagem. Quem não tiver um celular nos dias de hoje, em breve não vai poder sair de casa. Cada vez mais a era digital invade o nosso dia a dia, facilitando e simplificando muitas coisas. Às vezes fico com pena das pessoas mais idosas, que não foram preparadas para lidar com tudo isso. Outro dia utilizei o caixa eletrônico do banco e ao meu lado havia uma senhora que sofria para lidar com aquela máquina tenebrosa que estava à sua frente. Deu pena de ver a dificuldade com que ela lidava com aquele equipamento, que já é de domínio público. Por sorte apareceu uma atendente do banco que a ajudou a operar e fazer as operações que necessitava.

Todos os dias lemos no noticiário algo envolvido com essa tal de tecnologia. Ultimamente várias notícias foram publicadas falando do automóvel autônomo que não precisará mais do motorista. Também neste mesmo contexto, já existem experiências de desenvolvimento para a criação de veículos que poderão voar, usando a tecnologia dos drones, outra coisa que falam todos os dias. Drones que são usados em atendimento de emergência, para entrega de mercadorias, controle de tráfego e assim por diante. Os motoboys da cidade de São Paulo estão ficando preocupados, se esta novidade entrar para valer. Mais recentemente, um amigo comentou que conseguiram imprimir numa impressora 3D, uma orelha humana, que poderia ser usada num implante cirúrgico.

Há estudiosos e cenaristas prevendo que no futuro todos os trabalhos repetitivos deixarão de ser feito por humanos, e substituído por robôs. Não é exagero. Se verificarmos na indústria automobilística, todos os processos de soldas e pinturas já são executados por robôs. Trabalho este que era no passado feito por pessoas. E diga-se de passagem, este trabalho é mais eficiente, de melhor qualidade e com menos risco de saúde do que quando era feito por seres humanos.

No campo do desenvolvimento humano, toda esta tecnologia desenvolvida para os jogos, conhecida como “gamificação”, já está sendo empregada por algumas empresas para selecionar, e ou desenvolver pessoas, através dos jogos.

A coisa não para por aí. No campo da genética, a revolução é ainda muito maior. Com o sequenciamento do DNA é possível identificar potenciais doenças numa pessoa que poderia vir a ocorrer 10, 20 ou daqui a 30 anos. É possível fazer clones de órgão humanos, o que traria benefícios ilimitados para aquelas pessoas que ficam em filas intermináveis de transplante. Haverá no futuro uma revolução na fabricação de medicamentos. Hoje a grande maiorias das drogas são feitas para corrigir problemas de saúde. No futuro, com o advento da biotecnologia, os medicamentos serão feitos para prevenir e proteger a saúde, conhecidos como medicamentos biológicos.

Ainda em relação a genética, há também uma revolução na agricultura. Hoje é possível sequenciar uma planta de cactos, separar o gen que dá resistência desértica, e colocar numa planta de milho. Ao fazer isso será possível plantar o milho no deserto ampliando de forma exponencial as áreas de produção agrícola no mundo. Da mesma forma, pode-se sequenciar um pinheiro, separar o gen que dá resistência ao frio e colocar numa planta de milho, para produzí-la em áreas totalmente geladas.

Em resumo, na minha visão simplificamos de uma forma errônea ao chamarmos esta era de “digital”, que é muito mais do que isso no campo tecnológico. Acho que seria mais acertado chamarmos esta era que vivemos de era da “tecnologia”. O que não podemos esquecer é que atrás de tudo isso está o ser humano. Como prepará-lo para lidar com todos estes avanços? Como não podemos parar o progresso, precisamos cuidar para que todas as pessoas façam parte deste avanço, caso contrário correremos o risco de criarmos uma imensidão de pessoas analfabetas tecnologicamente e devoradas pelo progresso.