quarta-feira, 5 de abril de 2017

ATITUDE: O MELHOR ANTÍDOTO CONTRA A DIFICULDADE


Só existe um jeito de se enfrentar as dificuldades, e esta arma poderosa se chama: Atitude. Repare nas pessoas que conseguem superar as dificuldades comparadas com outras que sucumbem nestes momentos. É uma força que vem de dentro, que não aceita o problema como resposta, mas sim o resultado, o sucesso, a superação. A atitude tem a ver com a forma como lidamos com as dificuldades e encontramos caminhos para soluciona-las. Não há ninguém nesta vida que não irá enfrentar dificuldades, adversidades, barreiras e problemas. Em maior ou menor grau, todos teremos que lidar com situações adversas, que num primeiro momento parecem não ter solução. Isto vale tanto para a vida pessoal quanto profissional.

Existe um ditado que diz: Você prefere ficar do lado dos que choram ou dos que vendem lenços? Assim é a vida...Temos vivido nos últimos tempos, em função da situação econômica do País, com muitas dificuldades principalmente no campo do trabalho. Encontro pessoas que estão abatidas, medrosas, com uma visão pessimista do seu futuro, especialmente aquelas que, neste contexto, acabaram perdendo o seu emprego.  Outras pessoas também nestas condições, apresentam alto astral, espírito elevado, e esperançosos de que em breve o cenário irá melhorar. A pergunta que fica é a seguinte: Por que pessoas que vivenciam os mesmos problemas, apresentam reações diferentes? O diferencial neste caso, é a Atitude. Enquanto uma se posiciona de forma derrotada, a outra se posiciona como guerreira, em busca de um novo caminho. Isso faz distinção em como enfrentamos esses momentos adversos.

As empresas estão avaliando cada vez mais os aspectos comportamentais no mesmo nível que as competências técnicas, na hora de contratar um profissional. Faz todo sentido. Não adianta um profissional ter muitas competências se não tiver o comportamento e a atitude correta para enfrentar os desafios que certamente o negócio apresentará. A conduta vale muito, e muitas vezes até mais do que a própria competência, especialmente quando estamos analisando a posição de liderança de outros colaboradores. Ter o comportamento certo ajuda a pessoa a encontrar caminhos e buscar soluções para os seus problemas. É isso que as empresas precisam. Gente que enfrenta, luta e supera os desafios buscando o melhor resultado para a organização.

Uma outra expressão que conhecemos e que também exemplifica o que estamos falando: Tem pessoas que olham o copo vazio, e outras que enxergam o copo cheio. Esta expressão tão popular exemplifica o que estamos falando aqui sobre ter a atitude correta. Se a pessoa ficar olhando sempre o copo vazio, obviamente ela estará focada na dificuldade, e isto a fará paralisar e não encontrar soluções para os seus problemas. Por outro lado, a que olhar o copo cheio, se energizará e encontrará forças para enfrentar as dificuldades e alcançar os seus objetivos.

Costumo dizer que faz mais quem quer do que quem pode. Ao longo da minha vida, isso parece ser uma grande verdade. As vezes pessoas com menos recursos, ou até com menos competências conseguem obter mais resultados do que outras que, embora com condições mais favoráveis, ainda assim não alcançam os melhores resultados.

Neste momento no Brasil, o grande problema que temos é a demora da volta da confiança para que as coisas comecem a desenvolver para valer. No fundo o que mais nos afeta atualmente, além dos aspectos econômicos concretos, é a atitude das pessoas, sejam elas consumidores ou investidores. Os consumidores estão receosos, com razão, e a atitude tem sido bastante conservadora, mesmo aqueles que têm recurso para consumir. Do outro lado, por razões semelhantes, a atitude dos investidores também é bastante conservadora, pois receiam colocar dinheiro em um novo negócio, e não obterem os resultados esperados. Parte destes motivos é real, a outra parte é fruto da perda da confiança. A nossa economia só voltará a crescer se as pessoas tiverem a atitude de acreditar que as coisas estão melhorando, e aí sim teremos a confiança de volta.

quarta-feira, 29 de março de 2017

A EVOLUÇÃO ESTÁ NA TRANSFORMAÇÃO E NÃO NA MUDANÇA


Se por analogia observarmos o que acontece com a borboleta, rapidamente entenderemos a diferença entre mudança e transformação. Embora sejam parte do mesmo processo, nem todas as mudanças resultam em transformação. Fala se muito a respeito de mudança, especialmente no mundo empresarial, e o que observamos é que poucas coisas se transformam, mas apenas se modificam. Diferente da borboleta que, de lagarta, se transforma em um lindo inseto voador. Ela não mudou de cor, ou de tamanho, ou do jeito de voar. Ela foi muito além disso...

Se olharmos a natureza ou mesmo a evolução do ser humano, a medida que vamos envelhecendo, não mudamos apenas fisicamente, mas nos transformamos de criança, adolescente, adultos até chegarmos à velhice. Cada fase deste ciclo tem as suas características próprias, seu jeito de ser e agir. O mesmo ocorre na natureza que se transforma todos os anos, possibilitando a sua renovação e longevidade.

Dizem que a única coisa permanente na vida é a mudança. Eu concordo com esta afirmativa. Entretanto, a mudança por si só não nos faz evoluir, apenas fazer as coisas de forma diferente, ou até mesmo as repetindo, porém num formato ou numa concepção distinta. Isso é muito comum nas organizações. Muitas vezes elas fazem coisas que são reinvenções da roda, com nomes alternativos mas que não resultam em nenhuma transformação significativa. Isto gera uma tremenda frustração porque o objetivo desejado não é alcançado. Por exemplo, se estivermos dentro de um ônibus indo em uma determinada direção e mudarmos de banco, a sensação é de mudança, porém a direção e o resultado da viagem serão exatamente os mesmos.

A pergunta que devemos fazer no campo pessoal, e principalmente no profissional é a seguinte: Qual é a transformação que eu desejo, neste processo de mudança? Se fizermos esta pergunta, creio que ficará muito mais claro e objetivo todo e qualquer processo dessa natureza, afinal, o que nos interessa é o resultado do processo e não ele em si próprio, como parece acontecer na maioria das vezes. Existem estatísticas que dizem que 70% das mudanças fracassam. A minha desconfiança é que as pessoas e as organizações se concentram muito no processo, e pouco naquilo que estão buscando como resultado.

Como todos sabemos, as coisas nestes últimos anos têm mudado de forma muito acelerada. Vivemos neste momento a era digital, ou a era da alta tecnologia. O que nos assusta, e talvez mais do que em outras épocas é que as mudanças que estão ocorrendo têm como resultado grandes transformações em nossas vidas. Desde o telefone celular, a TV digital, os IOT, carros sem motorista, pagamento de contas via celular, redes sociais, bancos digitais, e por aí afora. Isto não são simplesmente mudanças, mas transformações das nossas vidas de uma maneira muito ampla. As pessoas hoje podem trabalhar das suas casas, ou de locais remotos com o mesmo nível de produtividade e até as vezes maior do que quando trabalham num local físico. Os trabalhos repetitivos estão sendo todos substituídos e com muitas vantagens pelos robôs. Até na medicina a robótica está sendo utilizada com um nível muito maior de precisão nas cirurgias. Na área da saúde com o advento do sequenciamento do DNA, hoje é possível se prever doenças que uma pessoa poderá ter daqui a 10, 20 ou 30 anos. Com isso, é possível desenvolver medicamento biológicos que corrijam estes potenciais problemas para o futuro. Na agricultura os avanços são gigantes, transformando de forma exponencial a nossa capacidade de produção de alimentos através da biotecnologia.

As novas tecnologias não estão vindo apenas para melhorar a produtividade, mas sim para transformar o modo como as coisas são feitas. Tudo isso assusta num primeiro momento, mas é fundamental para a evolução humana. Como diz um amigo meu: quem não tem visão histórica, tem visão histérica, pois assim caminha a humanidade, desde os seus primórdios. A nossa evolução e a nossa existência dependem da nossa transformação para que a humanidade seja cada vez melhor, mais avançada em benefícios dos seres humanos.


quinta-feira, 16 de março de 2017

O MAIS IMPORTANTE NA VIDA É: TOMAR DECISÃO


Em todos os momentos da nossa vida estamos expostos e sendo exigidos para tomar algum tipo de decisão. As vezes são coisas banais, sem muita importância, mas em outras vezes, podem fazer muita diferença. Desde que nascemos, na infância, na adolescência e principalmente na vida adulta, temos que decidir por algo, seja na vida pessoal, profissional, espiritual, etc.

Por mais que uma situação seja difícil, a solução passará por alguma decisão que devemos tomar, para resolvê-la. Caso contrário, o problema permanecerá como está. Parece simples quando se fala a respeito, mas muitas pessoas sofrem para fazer isso, ficando ansiosas ou mesmo angustiadas, porque não sabem qual atitude tomar e que decisão devem optar em certos momentos da vida. Não é fácil mesmo. Um bom exemplo disso é quando somos jovens e estamos próximos de definirmos qual faculdade fazer, por volta dos 17 ou 18 anos e isso acaba sendo um pesadelo para muitas pessoas. Como decidir qual será a melhor profissão sendo tão jovem?

Depois da faculdade escolhida e o curso concluído, enfrentamos outro processo de decisão bastante difícil. Que carreira escolher? Qual é a melhor empresa para se trabalhar? Como conseguir um bom emprego? É o início da vida profissional e muitas vezes o sucesso da carreira vai depender muito da decisão que tomamos nesse começo de vida de trabalho. Muitas pessoas acabam se perdendo pelo meio do caminho, por decisões tomadas de forma errada na escolha da carreira.

Ao longo da vida profissional muitas coisas ocorrem e os resultados dependerão das decisões que tomamos. Ofertas de trabalho de empresas, possibilidades de novas funções e novos cargos, mesmo dentro da empresa, possibilidades de transferências de locais de trabalho, e assim por diante. Cada momento desses exigirá a nossa capacidade de tomada de decisão. Sem considerar o dia a dia do trabalho que envolve uma infinidade de definições.

Na vida pessoal, da mesma forma, a medida que crescemos, cada etapa nos obriga a fazer opções e tomar decisões. Uma das mais difíceis é quando decidimos casar, ao encontrarmos uma pessoa com quem queremos compartilhar a vida. Depois disso vem as decisões a respeito dos filhos. Cada etapa é uma quantidade enorme de opções que precisam ser feitas.

O tempo vai passando e, tanto na vida profissional como pessoal, cada vez este processo vai ficando mais complexo. No trabalho vamos assumindo mais responsabilidades a medida que vamos ganhando experiência, o que nos leva muitas vezes para posições difíceis de Liderança. Quem chega neste nível, sabe o quanto de tomada de decisão precisará fazer para ter sucesso profissional. Muitas pessoas, e o próprio negócio, dependerão cada vez mais da quantidade e da qualidade dessas definições.

Na vida pessoal igualmente. A medida que os filhos vão crescendo novas responsabilidades e situações vão aparecendo exigindo a nossa capacidade e discernimento para ajuda-los na sua evolução. Muitas outras vidas vão depender da nossa habilidade e competência nesse campo.

Além disso, outras coisas que fazem parte da nossa vida dependerão dessa mesma competência. Como economizar, como investir melhor, compra ou troca de imóveis quando isso é possível, viagens, etc.

Por isso, a coisa mais importante na vida é saber tomar decisão. Quanto mais nos prepararmos para isso, maiores serão as nossas chances de sucesso. Obviamente, desde que façamos opções inteligentes, analisadas, refletidas e ao mesmo tempo assumindo um certo grau de risco, pois toda a decisão tem a possibilidade de dar certo ou não. O mais importante é decidir!

Para finalizar, minha esposa e eu estávamos passeando numa das avenidas principais de Gramado e notamos uma almofada na vitrine de uma loja com os seguintes dizeres: FELICIDADE NÃO É UM SONHO, É UMA DECISÃO!!

quarta-feira, 8 de março de 2017

COMPORTAMENTO DE DONO DO NEGÓCIO, MAS PAGAMENTO COMO EMPREGADO


As empresas sonham e desejam que todos os seus colaboradores se comportem como verdadeiros donos do negócio. Acho o conceito muito bom, porém na hora da remuneração, as organizações querem pagar apenas como empregado. Esta equação fica difícil de fechar, porque a remuneração das pessoas influencia diretamente o seu comportamento. Por exemplo: para o pessoal mais operacional, quando é exigido trabalho extraordinário, estes recebem pelas horas extras adicionais. Muitas vezes o problema das empresas é controlar o excesso dessas horas, para não virar um “hábito” e se incorporar no pagamento das pessoas. A dificuldade neste nível é que muitas vezes, a remuneração é baixa, e os funcionários buscam fazer horas extras para terem um ganho adicional.

Quando analisamos as categorias acima do operacional, que muitas empresas definem de forma equivocada como cargos de confiança para não pagarem horas extras, o comportamento colaborativo, muitas vezes não é tão espontâneo. Ao contrário, quando alguém tem que fazer horas extraordinárias o sentimento é de “exploração”, de abuso por parte da empresa. Não há compensação remuneratória neste caso, mas apenas uma obrigação de colaborar, para ficar bem com o chefe, ou mesmo não correr o risco de perder o emprego por falta de colaboração.

Indo um pouco mais acima, chegamos aos cargos gerenciais, que por sua natureza são considerados efetivamente como “funções de confiança”. Essas posições, quando muito recebem um PLR um pouco mais diferenciado, ou um bônus, que na maioria das vezes é bastante limitado. Só que boa parte do comando das operações das organizações está nas mãos desta liderança intermediária, que fica entre a Direção e as funções operacionais.

Avançando um pouco mais chegamos aos cargos de Direção. Este nível, além da remuneração fixa, tem uma bonificação melhor e outros benefícios em função da competitividade do mercado. Mesmo nestes níveis, os pagamentos têm maior ênfase no salário fixo do que na parte variável, baseada em resultado. Claro, como tudo, há exceções no mercado.

O paradoxo que as empresas vivenciam é que elas desejam que as pessoas tenham comportamento de “donos do negócio”, mas em geral não possuem um sistema de remuneração variável, correspondente a este desejo. Esta situação acontece basicamente em todos os níveis da organização. Como uma empresa pode exigir este comportamento, se muitas vezes o resultado alcançado não será compartilhado de uma forma mais efetiva entre as pessoas? Um verdadeiro dono do negócio, se tiver que virar a noite ou trabalhar no final de semana, o fará porque sabe que o resultado será compensador. Por outro lado, uma pessoa que é empregada, ao fazer a mesma coisa sem resultado adicional na sua remuneração, provavelmente não terá a mesma motivação e comportamento do “dono do negócio”. É uma questão de lógica. Talvez o faça somente por uma motivação pessoal ou mesmo receio de perder o emprego.  

Da mesma forma, podemos fazer uma analogia para algo que está muito na moda. O Engajamento das pessoas. Existem vários fatores que influenciam obviamente o engajamento no trabalho, além da remuneração, mas este último é crítico neste processo. É a mesma coisa se acharmos que um acionista da empresa vai continuar engajado no negócio sem um bom retorno do seu investimento. No caso extremo, o empregado procura outro emprego e o acionista uma outra empresa para investir. Não há diferença alguma.  

Outro dia li nos jornais um CEO de um grande grupo internacional dizendo que os seus executivos não irão receber o bônus este ano. Imaginei que a empresa pudesse ter tido um enorme prejuízo. Não foi isso o que aconteceu. A empresa teve um grande lucro, mas não atingiu a meta que os acionistas ou a direção desejava. Portanto, a empresa teve um bom rendimento, mas quer penalizar os seus executivos, que mesmo numa condição bastante adversa do mercado, trabalharam intensamente para a obtenção deste ganho, apenas ficaram abaixo da meta. Será que isso é justo? Será que essa decisão, fortalece o conceito de “dono do negócio”? Será que não seria mais justo partilhar proporcionalmente com os executivos, considerando o resultado menor? Será que a empresa pensa que se fizer isso, irá desestimular os seus executivos para o próximo ano? Se positivo, deveria avaliar melhor a qualidade dos seus executivos e a sua relação de confiança com eles.

Em resumo, as empresas precisam sair do discurso de “donos do negócio” para efetivamente terem um sistema remuneratório que faça de fato as pessoas se sentirem e serem tratadas como tal. Quando isso acontecer, eu tenho certeza que o comportamento e a atitude dos colaboradores será totalmente diferente e, além disso, o impacto no negócio certamente será muito maior.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

UMA VISÃO DE NEGÓCIOS NA GESTÃO DE PESSOAS


Por mais que se queira ter uma visão humanista, todas as vezes que falamos de pessoas nas organizações, não podemos perder de vista que se trata de fazer uma gestão de negócio. Pelo menos enquanto vivermos no regime capitalista, no mundo ocidental. Longe de mim achar que este é o padrão econômico ideal, mas é o que predomina nas organizações. Se fosse a melhor referência, não haveria tanta concentração de renda, por exemplo. Entretanto, a opção a este modelo tão pouco parece ser melhor ou mais eficiente. Como dizemos no popular:” É o que temos para hoje”.

Partindo dessa premissa, tudo que existe em matéria de gestão numa organização, visa o seu resultado financeiro, ou retorno para os acionistas e assim por diante. Quem investe num negócio, e sempre há muito risco, tem a expectativa de que os gestores vão produzir o melhor resultado possível. E isso inclui especialmente a gestão de pessoas.

A empresa deseja contratar o melhor talento no mercado, que tenha muito potencial para crescer, compartilha do seu desenvolvimento, e remunera de forma atrativa se desejar minimamente engaja-lo e retê-lo. Em contrapartida espera que este talento desempenhe o máximo possível, trazendo cada vez mais resultados para o negócio. Objetivamente é isso que acontece nas empresas.

Do ponto de vista da organização, se ela deseja ter os melhores talentos, obviamente terá que oferecer uma remuneração condizente com as condições do mercado e que seja atrativo. Além disso tem que oferecer possibilidades das pessoas se desenvolverem num bom ambiente, que permita o seu crescimento profissional. Tudo isso que a empresa faz, tem que ser traduzido em resultado para o negócio, e não é nada fácil fazer isso, porque o mercado tem concorrência, tanto do ponto de vista dos talentos, como também do próprio negócio.

Para que a empresa tenha sucesso, ela precisa necessariamente ter uma excelente gestão de pessoas. Portanto, a gestão de negócios está intimamente ligada à boa gestão. É só verificar nas publicações existente no mercado, que As Melhores Empresas para Trabalhar,  coincidentemente também são as que têm os melhores resultados financeiros e retorno para os seus acionistas.

As empresas que possuem a gestão mais profissional de Recursos Humanos são aquelas que, além de apresentarem os melhores resultados financeiros, são as que também apresentam o maior potencial de crescimento. Só que não basta ter uma boa gestão de RH, se não houver uma liderança preparada para fazer uma boa gestão de pessoas para o negócio.

Outro dia eu estava num almoço com o CEO de uma grande empresa multinacional e este me colocou a seguinte pergunta. Tenho duas pessoas e precisarei demitir uma. Uma delas tem um alto performance, muito potencial para crescer. A outra se destaca por se querida pelas pessoas. Quem você acha que deve sair? Se olharmos pelo lado humano, talvez ele devesse preservar a pessoa que é querida pelos outros. Do ponto de vista do negócio ele tem que decidir pela pessoa que agrega mais resultado. Se ele não fizer isso, além de não estar fazendo o seu papel como CEO, poderá impactar negativamente o desempenho da sua organização. Sem considerar que, se a concorrência for mais eficiente, em breve a empresa dele poderá desaparecer.

O caso citado é real. Parece algo simples, mas percebemos como é difícil fazer uma gestão de pessoas com a visão do negócio. O problema é que as empresas não têm opção. Se não fizerem isso, com certeza não sobreviverão no futuro. É importante saber que é possível agir de forma que seja bom para o negócio e também igualmente bom para as pessoas. Para isso a organização deve tratar com dignidade as pessoas, com justiça, e humanidade, sem perder o foco no negócio. Sim, isso é possível de deve ser feito para se ter sucesso de forma contínua e permanente.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O RISCO DA "CULTURA PICLES" NAS ORGANIZAÇÕES


Nunca se falou tanto de Cultura Organizacional como nos tempos atuais. Se você quer ter sucesso numa empresa, tem que entender a cultura dela. Se você quer ser promovido tem que estar alinhado com a cultura. De repente parece que saber lidar com a cultura da organização, é a fórmula para o sucesso.

O discurso das empresas é que devemos trazer “diversidade” para a organização, pois assim vamos oxigenar a forma de pensar da empresa. Faz sentido. Se todas as pessoas tiverem as mesmas formações, o mesmo perfil social ou vierem geograficamente da mesma região, certamente não teremos muitas ideias novas ou inovações. Por outro lado, quanto mais pessoas de gênero, origem e raças, diferentes, maior será a riqueza de ideias e de formas distintas de pensar. Talvez seja mais trabalhoso organizar pessoas tão diferentes, mas o resultado valerá a pena. As ideias e a maneira de lidar com as coisas será mais rica, e possivelmente, mais produtiva e eficiente.

Conceitualmente faz muito sentido, mas na prática a coisa parece bem diferente. Uma boa parte das organizações adora a “cultura picles”. Essa forma criativa de denominar, é fácil de explicar:  as empresas contratam pessoas diferentes, dentro do conceito de diversidade para trazerem ideias criativas, inovadoras, etc. A empresa quer que essas pessoas se alinhem e se insiram na “cultura” delas. Se fizermos uma analogia com os vegetais, é como se comprássemos cebola, cenoura e pimentão, para termos uma salada variada e depois colocássemos tudo num pote de azeite ou vinagre, que é a “cultura”. O que acontece com os vegetais depois de algum tempo é que perdem os seus sabores originais e ficam todos com o mesmo gosto. Sabor de picles. Isso é exatamente o que acontece nas organizações. Elas contratam pessoas com “sabores” diferentes, e depois colocam todas dentro do pote de “cultura”. Após um certo tempo, estão todos pensando e agindo da mesma forma. As pessoas que eram diferentes, vão tendo o mesmo jeito de pensar e perdem suas características originais que tinham no início.

As empresas muitas vezes não se dão conta disso. Quanto mais diversidade houver num grupo, maior será a riqueza dos resultados produzidos, mas em contrapartida, mais trabalho a Liderança terá para gerencia-lo. Em busca de uma praticidade de gestão, uma boa parte das empresas acaba fortalecendo a “cultura picles”, onde todos, apesar do seus sabores diferentes originalmente, acabam tendo o mesmo gosto com o passar do tempo.

O risco disso é a empresa perder sua capacidade de inovação, de criatividade, de melhoria de processos, etc., tão importantes para o crescimento do negócio no futuro. Nunca as empresas dependeram tanto do talento e da inovação para ter sucesso no negócio. Se isto fizer sentido, elas devem combater esta cultura da padronização, e privilegiar a forma diferente de pensar. Quem sabe poderemos chamar isto de uma salada mista, tudo junto e misturado.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

CARREIRA: O QUE AS PESSOAS E AS EMPRESAS TEM EM COMUM?


Ao longo da minha vida profissional e mesmo hoje como Consultor, quando falo sobre carreira, gosto de fazer esta analogia: a carreira das pessoas é igual a das empresas. Digo isso, pois em geral, não fazemos esta correlação. Inicialmente temos que pensar que a nossa carreira é semelhante aos produtos de uma empresa. Para o produto ter sucesso precisa ser bom e estar o tempo todo se renovando, caso contrário os clientes vão se interessar por outras empresa. É ou não é verdade?

O nosso produto é fruto do nosso preparo acadêmico, do nosso desenvolvimento, da nossa experiência, e como tudo isso se traduz agregando valor para alguém. Exatamente como os produtos de uma empresa. Precisamos constantemente aperfeiçoar a nossa mercadoria, estudando, fazendo novos projetos, inovando de tal forma que esta fique atualizada a todo tempo. Ao fazermos isso aumentamos a nossa empregabilidade ou a durabilidade do nosso produto.

Uma empresa precisa ter também uma excelente estratégia para assegurar o seu crescimento ao longo do tempo. A nossa carreira para ser bem construída e também alcançar os nossos objetivos, precisa ter uma estratégia bem feita, para sabermos onde queremos ou desejamos chegar. Ao fazer isso tanto a empresa como as pessoas deverão estabelecer objetivos claros a serem atingidos, e trabalharem de forma intensa e produtiva para ter sucesso.

De tempos em tempos a empresa precisa verificar se a sua estratégia está funcionando, e se os seus objetivos estão sendo atingidos. É o que poderíamos chamar da revisão dos resultados. No caso da empresa, muitas vezes esta revisão precisa ser feita com uma periodicidade menor, para ter tempo de fazer a correção da rota. Nós também precisamos fazer isso com a nossa carreira. De tempos em tempos temos que avaliar se aquilo que definimos como nossa estratégia profissional e os objetivos que traçamos, estão sendo cumpridos ou não. Muitas vezes é preciso corrigir a rota, mudando de função, de emprego ou trabalho fazendo algum curso ou revendo o desempenho para assegurar que iremos alcançar o objetivo proposto.

As empresas precisam ter como parte do seu plano de negócios uma boa estratégia de marketing para assegurar a competitividade dos seus produtos. A concorrência não dá sossego e se ficar parado alguém vem com um produto melhor e rouba o nosso cliente. Na carreira acontece da mesma forma. Precisamos ter um bom plano de marketing, valorizando e melhorando sempre o nosso produto, para não correr o risco de a concorrência oferecer melhor mercadoria. Em última análise, poderia representar a perda do emprego ou ser preterido para promoções de funções com maiores responsabilidades.

O produto da empresa terá maior ou menor sucesso a depender do resultado ou do desempenho que este apresenta para quem o adquiriu. Quando compramos um determinado artigo ou serviço de uma empresa, temos a expectativa de que este item vai nos trazer algum tipo de benefício tangível ou intangível. Na carreira acontece exatamente o mesmo. O nosso trabalho deve trazer resultados tangíveis e ou intangíveis para que o nosso produto seja valorizado e desejado.

Em resumo, se conseguirmos imaginar tudo que envolve o sucesso de uma empresa do ponto de vista de produtos, qualidade, estratégia, plano de negócios, resultados, etc., e fizermos uma analogia com a nossa carreira, vamos perceber a semelhança que existe entre elas. Tudo que vale como conceito de negócio para uma empresa, vale também para a nossa carreira. A tecnologia avança para as empresas, fatalmente avançará para o nosso trabalho e terá impacto em nossa trajetória profissional.

A minha sugestão é que se observe atentamente como as empresas cuidam dos seus negócios e se utilize os mesmos critérios para cuidar da carreira. Tenho certeza de que isso irá ajudar muito e trará muito sucesso profissional.